Esta frase virou plagio universal. Literalmente o que mais se queria promover no centro oeste brasileiro aconteceu, botaram fogo geral nas matas, nas cidades, e para completar acedeu o fogo da fofoca e do disse me disse nas campanhas eleitorais.
Conversando com uma cabocla benzedeira que mora na beira do Rio Cuiabá e ela me confidenciou que os ancestrais dela estavam enfurecidos com tantas desfeitas com seu povo, e que vida de índia velha estava mesmo para branca de favela.
Para entender o que a anciã me contava tive que ouvir as suas historias de menina na aldeia, que foi muito feliz juntos e unidos aos seus, com frondosa mata nativa, rios fartos de peixes, sem as violências urbanas, e essa briga que branco tem quando busca a todo custo “garrar nos pechos do poder publico”.
A gente já não pode mais respirar porque o vento esta cheio de fumaça, a pele esquenta como se estivesse em chamas vivas. Estamos pegando fogo e não podemos nos refrescar nas aguas do rio, está tudo muito sujo e cheio de olhos a nos espiar.
Querer correr e nos recuar disso tudo já não é possível. Fugir para onde? E pensar que de pouco em pouco as terras vão ficando livre para os espertos jogar as maquinas em cima do que antes existia lei de branco para proteger, mas proteger de quem? Pode ser que estão protegendo das formigas e dos outros muitos animaizinhos, que já morreram queimados ou esmagados nas estradas.
Expulsaram-nos com tantas historias, nos banalizaram tanto que nem nos conhecemos mais nesta selva de pedra sem lei que é a cidade de branco, e meu maior desespero e saber que aqui os bichos são ferozes, e não respeita as regras da sobrevivência, se matavam animais era para alimentar, um animal não mata outro por qualquer coisa. Para os brancos matar é coisa que nem beber um copo de agua.
O papo com Oracy foi longo, contudo descobrimos muitas afinidades, mesmo eu sendo um “branco” não fui incluído no mesmo pacote dos malfadados destruidor de “tudo” em nome do progresso a qualquer “custo”.

